Dado está no Relatório de Sustentabilidade 2025, recém divulgado pela companhia. Documento apresenta informações que comprovam avanços em circularidade, uso de materiais reciclados e gestão de emissões.
Uma das maiores indústrias têxteis do Brasil e líder na produção de travesseiros na América Latina, a catarinense Altenburg acaba de divulgar seu Relatório de Sustentabilidade 2025, com resultados nas frentes ambiental, social e de governança. Entre os indicadores apresentados estão que 80,58% dos resíduos gerados nas operações foram destinados à reciclagem, recuperação ou compostagem. Ao longo do ano, 151,6 toneladas de embalagens pós-consumo também foram recicladas por meio de compensação ambiental.
Outro dado está relacionado às matérias-primas: 67,3% do total de fibras adquiridas pela companhia no período, considerando o volume em toneladas, foram de origem reciclada, ante 32,7% de origem virgem. Além disso, 100% das etiquetas bordadas utilizadas pela Altenburg são produzidas com material reciclado, o equivalente a 3,7 milhões de etiquetas em 2025.
O avanço ocorre em um setor que ainda enfrenta desafios para ampliar a circularidade. Segundo o Materials Market Report 2025, da Textile Exchange, referência internacional no acompanhamento da produção de fibras e matérias-primas do setor, as fibras recicladas representaram 7,6% da produção global de fibras em 2024. O levantamento aponta ainda que menos de 1% do mercado global de fibras teve origem em materiais reciclados provenientes de resíduos têxteis pré e pós-consumo.
A agenda de circularidade também envolve a Ecofiber, empresa que integra a mesma holding responsável pelas unidades da Altenburg abrangidas pelo relatório e produz materiais têxteis a partir de fibras de poliéster. Em 2025, a produção da empresa representou uma estimativa de reciclagem de 81 milhões de garrafas PET, utilizadas como matéria-prima para soluções destinadas à indústria têxtil e a outros segmentos.
O Relatório de Sustentabilidade da Altenburg considera o período entre janeiro e dezembro de 2025 e reúne informações sobre operações, práticas de governança, resultados e impactos ambientais e sociais da companhia. Esta é a terceira publicação elaborada com referência às diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), padrão internacional para reportes de sustentabilidade. Atualmente, os padrões GRI são os mais utilizados mundialmente: levantamento divulgado pela organização em junho de 2026, a partir da análise de quase 15 mil companhias listadas em 132 jurisdições, mostra que empresas que reportam segundo suas diretrizes representam 62% da capitalização do mercado global.
Na frente energética, 98% da energia elétrica adquirida pela Altenburg no mercado livre em 2025 contou com certificação I-REC associada à geração hidráulica, enquanto outros 2% vieram de geração fotovoltaica na unidade Nordeste, em Sergipe. A companhia também avançou na mensuração das emissões de gases de efeito estufa, com a elaboração de inventário alinhado às diretrizes do GHG Protocol. O levantamento contabilizou 1.674,45 toneladas de CO₂ equivalente nos escopos 1 e 2.
“O relatório é importante para darmos transparência ao caminho que estamos construindo e, principalmente, para que possamos acompanhar, junto com o mercado e os clientes, a nossa evolução. Sustentabilidade precisa estar incorporada a uma série de questões, passando pelas decisões do negócio, à escolha das matérias-primas e ao desenvolvimento dos produtos até a forma como cuidamos das pessoas, das comunidades e da longevidade da própria empresa”, afirma Tiago Altenburg, presidente da Altenburg.
Metas até 2030
O relatório permite acompanhar, ainda, a evolução dos compromissos assumidos pela companhia para 2030. Na frente ambiental, a Altenburg estabeleceu, entre outras metas, elevar para pelo menos 90% a taxa de reciclagem dos resíduos sólidos, reduzir em 50% a geração de resíduos têxteis, diminuir em 30% a intensidade das emissões de gases de efeito estufa dos escopos 1 e 2 por unidade produzida e reduzir em 80% o uso de plásticos nos produtos comercializados nas lojas da marca.
A estratégia também alcança o desenvolvimento de produtos. A companhia criou uma Calculadora de Sustentabilidade, ferramenta interna que analisa variáveis relacionadas ao ciclo de vida dos itens, incluindo características das matérias-primas, processos produtivos, tipos de embalagem e aspectos de circularidade no pós-consumo. A partir desses critérios, os produtos são classificados nos níveis Eco Standard, Eco Plus e Eco Premium. Em 2025, 60% do portfólio estava enquadrado nas classificações Eco Plus e Eco Premium, enquanto a meta estabelecida para 2030 é chegar a 75%.
Impacto também fora da indústria
O pilar social é outro destaque do documento. A Altenburg encerrou 2025 com 2.252 colaboradores, dos quais 62% correspondem a mulheres, e manteve iniciativas de formação e desenvolvimento profissional ao longo do ano. Entre elas está o curso de costura industrial realizado em Blumenau, além de programas de aprendizagem, bolsas de educação, formação de lideranças e capacitação interna.
A gestão dos resíduos têxteis também tem desdobramentos sociais. No Paraguai, a Altenburg mantém parceria com um grupo de mulheres da comunidade local que utiliza resíduos gerados na produção como enchimento para almofadas e outros itens de artesanato. Em 2025, cerca de 24 toneladas de retalhos e sobras de tecido foram destinadas ao projeto, contribuindo ao mesmo tempo para o reaproveitamento dos materiais e para a geração de renda na comunidade.
Em ações voltadas à comunidade, a companhia destinou mais de R$ 394,3 mil em 2025, considerando doações de produtos, recursos diretos e aportes realizados por meio de leis de incentivo. As iniciativas são desenvolvidas especialmente nos eixos de educação, cultura e meio ambiente, que também orientam a atuação do Instituto Altenburg.
Entre os projetos apoiados estão a Escola Ayni, em Guaporé (RS), iniciativa educacional que impactou mais de mil pessoas ao longo do ano por meio de oficinas e visitas; a Banda Filarmônica da Escola de Música Carlos Gomes, de Blumenau (SC), formada por 47 músicos; e o projeto “A Indústria Têxtil pela Arte do Grafite”, também de Blumenau, que envolveu diretamente 150 estudantes e alcançou cerca de 3,8 mil alunos por meio dos painéis artísticos produzidos.
Sustentabilidade na cadeia
O relatório também amplia o olhar para a cadeia de fornecimento. A Altenburg encerrou 2025 trabalhando com 1.801 fornecedores, sendo 99% nacionais. Entre os compromissos definidos para 2030 estão garantir que 100% dos fornecedores críticos atendam aos critérios de sustentabilidade definidos pela companhia e que todos os fornecedores nacionais e internacionais estejam em conformidade com o Código de Conduta de Fornecedores.
Na governança, a companhia avançou ainda na estruturação da gestão de riscos, no aprimoramento de controles e dos reportes ao Conselho Consultivo e em medidas relacionadas à privacidade e à segurança da informação. Nenhum vazamento de dados pessoais foi registrado em 2025.
20,8 milhões de produtos movimentados em 2025
Além dos indicadores socioambientais, o documento dimensiona a operação da companhia. A Altenburg encerrou 2025 com R$ 792,8 milhões em faturamento, considerando todas as suas operações, incluindo a Ecofiber. No período, foram comercializados 20,8 milhões de produtos, dos quais 13,8 milhões foram travesseiros.
Com mais de um século de atuação, a companhia atende todo o território brasileiro, está presente em mais de 10 mil pontos de venda multimarcas e comercializa suas marcas em 14 países. Em 2026, a Altenburg já soma mais de 30 lojas em operação e projeta superar R$ 140 milhões em receita em sua unidade de negócios de varejo neste ano.
O Relatório de Sustentabilidade 2025 completo está disponível em: altenburg.com.br/sustentabilidade.
fonte: APOIO Comunicação