Data está entre as mais relevantes do segundo semestre para o
comércio de vestuário. Perspectiva de vendas é positiva, mas
indústria nacional segue pressionada pelas exportações crescentes

Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Dia dos Pais figura entre as datas importantes do calendário do varejo brasileiro no segundo semestre, movimentando tanto as lojas físicas quanto o comércio eletrônico. O vestuário tradicionalmente ocupa posição de destaque entre as opções de presentes, contribuindo para estimular as vendas e a atividade do setor.
 As expectativas para este ano são de um Dia dos Pais razoavelmente positivo, favorecido pelo desempenho das datas comemorativas anteriores, pelas condições climáticas e pelas liquidações de final de estação.
 Segundo estudo do IEMI – Inteligência de Mercado, o segmento deve alcançar 153 milhões de peças e pares de vestuário e calçados masculinos, alta de 2,55% em relação ao mesmo mês do ano passado. O faturamento desses setores deve atingir R$ 6,67 bilhões, crescimento de 6,10% em relação a agosto de 2025. 

“Temos uma perspectiva razoavelmente positiva para o Dia dos Pais. O consumidor está mais racional, conectado e atento à relação entre preço, qualidade e conveniência. É uma data importante para todo o varejo, tanto físico quanto digital, e que ajuda a movimentar uma extensa cadeia produtiva e comercial”, afirma Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit.

 

Importações seguem pressionando a indústria

 Apesar das perspectivas favoráveis à data, a Abit ressalta que a indústria têxtil e de confecção brasileira continua enfrentando um cenário desafiador, marcado pelo forte crescimento das importações. A pressão ocorre tanto pelas importações convencionais, realizadas por empresas, quanto pelas compras feitas diretamente pelos consumidores em plataformas digitais internacionais. Esse avanço acontece em um momento em que a produção nacional de têxteis e vestuário vem mostrando perda de ritmo.
 Para a Abit, datas como o Dia dos Pais demonstram a capacidade de mobilização do mercado consumidor brasileiro. Porém, seu impacto sobre a produção e o emprego no País poderia ser maior em um ambiente com mais equilíbrio competitivo.
 “É positivo termos boas perspectivas para o varejo, mas precisamos olhar também para onde está sendo gerada a produção que abastece esse consumo. Quando cresce a participação dos produtos importados, parte importante do efeito positivo das vendas deixa de chegar à indústria brasileira, aos investimentos e aos empregos aqui gerados. Defendemos concorrência, mas com igualdade de condições tributárias e regulatórias”, destaca Pimentel.

 

Segundo semestre mais movimentado

 Tradicionalmente, o segundo semestre apresenta mais dinamismo para o setor, com a concentração de importantes datas promocionais e comemorativas, como Dia dos Pais, Black Friday e Natal. Soma-se a isso o lançamento das coleções primavera/verão, principal estação para a moda brasileira.
 Nesse contexto, a Abit considera fundamental que a recuperação do consumo e das vendas seja acompanhada pelo fortalecimento da produção nacional, permitindo que o maior movimento do comércio se traduza também em produção, investimentos, renda e empregos no Brasil.

 

fonte: Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção

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